Um placebo pode ser especialmente benéfico quando algumas situações abaixo acontecem:
1. O médico, por observação clínica, tem de início um pré-diagnóstico da possível doença do paciente mas não deseja administrar uma droga química, devido aos efeitos colaterais indesejáveis, e então aplica um ‘remédio’ que na verdade não tem a função de curar aquela doença. O paciente toma e, acreditando estar tomando um remédio poderoso, fica livre da doença ou pelo menos dos sintomas.
2. O paciente, mesmo sabendo que está tomando placebo, deposita esperança no remédio que está tomando, e permite também que esse faça o efeito.
3. A simples ida ao médico, que compreende a presença do médico diante do paciente, anamnese (coleta de dados) e a observação clínica, o toque da mão do médico na pessoa, a atenção, a roupa branca do médico, esse aparato, por si só, é passível de provocar o efeito placebo, quando o paciente manifesta melhoras, porque confia em seu médico.
4. Um placebo pode ser benéfico nos casos em que, ingerido em lugar de uma droga química, não provoca os efeitos colaterais que a droga provocaria. O placebo, como substância inerte, geralmente não provoca efeitos colaterais.
5. Existem casos de melhora nas questões do stress e em pessoas com úlceras gástricas, verrugas, artrites e outras deficiências relacionadas ao sistema imunológico.
6. Principalmente, um placebo é benéfico quando promove a cura, a melhora ou o alívio da doença.
Existem riscos para o uso indiscriminado dos placebos quando seu uso acaba evocando também a questão da ética. O médico não deve enganar o indivíduo, mas, por outro lado, não pode furtar-se em aliviar suas dores. Aqui, alguns exemplos dos efeitos não benéficos do placebo:
1. Quando o paciente toma um placebo e sente melhora dos sintomas, mas na realidade a doença continua avançando e pode ser fatal.
2. Quando, diante de uma droga química comprovadamente eficaz para determinada doença, o médico opta por um placebo.
3. Alguns pacientes, apresentam efeitos colaterais mesmo com um placebo.
4. Na automedicação, quando um placebo é recomendado por um amigo ou comprado por conta própria na farmácia.
5. Quando a pessoa despende seu tempo, sua vida e suas economias com um tratamento tipo placebo que não é a melhor indicação para o seu caso.
6. O placebo não funciona para doenças mais sérias como o câncer, para a qual seria mais indicado o tratamento tradicional.
A expectativa de cura do indivíduo compreende 50% do caminho para sua recuperação. Algumas teóricos acreditam que a cura está dentro do próprio paciente, e o placebo é um dos caminhos que o levarão ao resultado positivo.
por: Fernanda França
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